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II Festival Internacional de Ópera da Amazônia 2008 Realizado desde 2002, o Festival de Ópera do Theatro da Paz transformou-se em uma marca revolucionária, reflexo da evolução por que passa a cultura paraense. Foram produzidos diversos títulos de ópera lançados em DVD no festival de 2006, como resgate da vocação natural do Theatro da Paz e como processo de formação e afirmação da qualidade de nossos artistas e músicos, criando uma sinergia permanente com outros profissionais de diversos estados e países. Os Festivais de Ópera tiveram como orientação a realização de espetáculos bem cuidados, com critérios técnicos e artísticos, dentro de uma realidade possível e na perspectiva de oferecer boas alternativas ao público, sem perder de vista a contemporaneidade e sintonia com o que se faz na maioria dos bons teatros. Em sua nova fase, o Festival de 2007 passou a chamar-se Festival Internacional de Ópera da Amazônia dando continuidade a um dos mais importantes eventos do calendário cultural da região e do país, promovendo significativa ampliação do campo profissional para instrumentistas, cantores solistas, coralistas, bailarinos e técnicos paraenses. Foram encenadas as óperas Il Guarany de Carlos Gomes, La Cenerentola de Rossini e Gianni Schicchi de Puccini. O DVD que documenta a montagem de Il Guarany estará sendo lançado ao público neste II Festival de Ópera, passando a ser este o primeiro e único registro digital existente no Brasil. Com a ampliação do projeto, o festival passou a contar com novas propostas tais como: interiorização da ópera, construção de óperas de repertório, formação e qualificação de profissionais nas diversas áreas que interagem na montagem de óperas e criação da Central Técnica de Produção. A realização da ópera Gianni Schicchi, com a participação de um elenco formado em sua maioria por artistas e técnicos paraenses, viabilizou a interiorização da produção em Santarém, em parceria com a prefeitura local, e em Tucuruí com a parceria da Eletronorte. A construção de óperas de repertório que possam ser repetidas a qualquer momento, passam a integrar o acervo do Festival. A criação da Central Técnica de Produção, durante a realização do projeto, passa a gerar empregos na região em todas as áreas envolvidas na construção do Festival. Formação e qualificação de pessoas que atuam nas áreas técnicas do Festival, são enfatizadas através da realização de cursos onde alunos selecionados irão acompanhar, na prática, passo a passo, a construção da ópera até sua realização.
A primeira ópera com elenco cem por cento paraense Como iniciativa pioneira, o II Festival Internacional de Ópera da Amazônia inicia, em sua programação de 2008, a montagem da ópera Don Pasquale de Donizetti com elenco cem por cento paraense. Exclusivamente com cantores líricos da terra, este projeto tem como foco principal o aprimoramento artístico de nossos cantores, proporcionando aos mesmos a prática vocal de seu aprendizado e a grande experiência de estar atuando no palco como solista e protagonista. Com isso, o Festival inaugura o NEO- PA (Núcleo Experimental de Ópera ), que terá como objetivo realizar anualmente programações líricas, tendo a arte de cantar como pulsar condutor. Nas edições anteriores do Festival, as produções eram totalmente importadas. A partir de 2007, o Governo do Estado através da SECULT passou a promover uma integração efetiva entre profissionais que atuam no campo operístico, sempre valorizando o profissional paraense. Durante a realização do II Festival Internacional de Ópera da Amazônia, continuarão sendo realizados os Núcleos de Formação Operística nas áreas: Ópera Estúdio, Cenário e Adereços, Figurinos na Ópera, Caracterização e Maquiagem, Técnica Vocal Operística, Produção Técnica, Iluminação e Efeitos, Direção de Palco e Montagem de Cenas, Documentação, Registro e Clipagem Eletrônica.
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